Em meados de 1992 na cidade do Rio de Janeiro existia um movimento forte entre bandas de todos estilos que se inciniavam em saraus colegiais e em pequenas casas noturnas que abriam suas portas para diversos jovens mostrarem seus trabalhos. O Shadow Zone foi uma destas bandas que se destacou na época com um som pesado e com melodias trabalhadas.
A banda foi projetada por Marcelo Duhá (baixo e voz) e Guilherme Fonseca (bateria) que eram dois estudantes do Colégio Militar do Rio de Janeiro e se identificaram com o heavy metal. Inicialmente a banda seria cover de Iron Maiden e para completar o projeto eles precisavam de dois guitarristas. E foram encontrar Mauro Filler e Eduardo Barbosa ambos estudantes do colégio Peixoto no Rio de Janeiro e que entraram para a banda com a intensão de ser Adrian Smith (Mauro) e Dave Murray (Eduardo). Assim, a banda participou de diversos saraus e shows pelo Rio de Janeiro e a essa altura já tocavam diversos covers não só do Iron, mas do Metallica, Megadeth e outros.
Depois de dois anos na batalha o Shadow Zone começou a criar suas próprias composições usando fortemente suas influências do bom e velho Heavy Metal Tradicional. E neste momento a banda começou a perceber a necessidade de arrumar um vocalista, já que as múscicas eram bem trabalhadas e era necessário evoluir. A partir daí Rafael Lobo assumiu os vocais. Porém, neste mesmo período Eduardo Barbosa deixou a banda e o Shadow Zone continou com apenas um guitarrista. E com esta formação a banda criou diversas músicas e passou um ano de sua história.
Em 1995, a banda resolveu gravar a sua primeira demo e para isso chamou para fazer parte da banda o guitarrista Rogério Almeida. Com a entrada de Rogério a banda volta a suas origens tendo duas guitarras que trabalhavam muito em harmonia e assim a banda finalizou a demo e proseguiu por dois anos.
Neste momento a banda já tinha sido aclamada pela crítica da Rock Brigade, a revista mais conceituada de heavy metal no Brasil na época e havia passado por alguns contratempos. Alguns deles significativos como a ida de Marcelo e Guilherme para Inglaterra, que acarretou na necessidade de amigos como Gustavo Camardela (baixo) e Marcio "BmBs" Saraiva (bateria) continuarem o trabalho com a banda.
Com a volta dos integrantes da Inglaterra em 1997, a banda voltou a tocar e compor novas músicas bem mais amadurecidas e que levavam o Shadow Zone a ser uma das bandas mais conhecidas do undergraund carioca.
Em 1998 começou um período não muito bom para as pretensões da banda. Rafael Lobo já não estava integrado com a banda e não se dedicava como os outros membros e acabou saindo e deixando os vocais novamente com Marcelo que continuava a tocar baixo. Em 1999, Gulherme Fonseca (um dos membros fundadores do Shadow Zone) decidiu deixar a banda por motivos pessoias o que abateu significativamente os outros integrantes. Um deles, Rogério Almeida, também resolveu deixar a banda e só restou a Marcelo e Mauro buscarem novos integrantes e seguirem o caminho.
Neste peróodo alguns músicos passaram pela banda como Matheus Forli (de 1999 até 2000) na bateria e
Rodrigo Forli (de 1999 até 2005) na guitarra. Porém, a banda não produziu muito e outro integrante resolveu deixar a banda, Desta vez foi Mauro que deu lugar a Tiago de Castro. Com a saída de Mauro, só restou a Marcelo conduzir a banda com novos integrantes e continuar sua batalha pelo melhor da banda.
Assim, a banda continuou até 2004 com os seguintes integrantes: Marcelo Duhá (baixo), Rodrigo Forli (guitarra), Tiago de Castro (guitarra) e os novos integrantes Marcos Frejat (vocais) e Marcio "BmBs" Saraiva (bateria). Alguns shows deram seguimento a tragetória de banda e novas músicas foram incluidas no repertório.
Assim, Marcelo resolveu que deveria trazer para o Shadow Zone algumas das raízes do início e chamou Mauro novamente para tocar em um memorável show em Rio Bonito no evento Metal Age que fez com que a banda tivesse novamente a vontade de tocar.
Em 2007, a banda passou a tocar sons mais pesados e com riffes mais agressivos. E neste período Tiago de Castro resolveu sair e a banda resolveu que sua formação definitiva seria Marcos Frejat (vocais), Mauro Filler (guitarras), Marcelo Duhá (baixo) e Marcio "BmBs" Saraiva (bateria).